Leaf on the wind
Has got no home.
Flys through woods
And then he´s gone.
Leaf on the wind
Leaves their present
Into reality
On a single breeze.
Leaf on the wind
Comes one more time
To those crossroads;
Of lifes, of destinys.
Leaf on the wind
Flys high and low.
He's got his answers:
Live and go away.
17 de fevereiro de 2009
Mente e paixão
Como um trem,
A mente desgovernada
Corre loucamente
Descarrilha e tomba.
Paro o trânsito
Incendeio a embaixada
Levo tantas rosas
Amanheço aceso.
A mente assim embriagada
Vaga vazia por ruas escuras.
Ânsiedade e cometer loucuras.
Quando a paixão furta a lógica,
Nem camisinha, nem camisa-de-força;
Só eletrochoque mais cincuncisão.
A mente desgovernada
Corre loucamente
Descarrilha e tomba.
Paro o trânsito
Incendeio a embaixada
Levo tantas rosas
Amanheço aceso.
A mente assim embriagada
Vaga vazia por ruas escuras.
Ânsiedade e cometer loucuras.
Quando a paixão furta a lógica,
Nem camisinha, nem camisa-de-força;
Só eletrochoque mais cincuncisão.
15 de janeiro de 2009
The telephone
The telephone has blank eyes that never blink,
A mute voice and scream.
With it I'm by your side
Whispering nasty dirty secrets
Wiping your tears or just hello.
The telephone can be a sword or a door.
It's like a fire waiting to be lit and send only smoke.
A mute voice and scream.
With it I'm by your side
Whispering nasty dirty secrets
Wiping your tears or just hello.
The telephone can be a sword or a door.
It's like a fire waiting to be lit and send only smoke.
10 de janeiro de 2009
Camden
Walking by Camden Town
Boots tatoos chains piercings.
Alone around the corner
Grass Speed Coke Skunk.
Drinking some pints.
Pissing on dark alleys.
Camden boy is just one
Punk Clubber Rasta Gothic
In one dark colorful crowd.
Boots tatoos chains piercings.
Alone around the corner
Grass Speed Coke Skunk.
Drinking some pints.
Pissing on dark alleys.
Camden boy is just one
Punk Clubber Rasta Gothic
In one dark colorful crowd.
Palestine free
In the chattered streets of London,
For Palestine thousands rally.
British Arabs Cubans Africans
As one boundless Palestine.
- Palestine free!
We cry for the falling bombs.
May the powerful
In their dark rooms
understand our simple message.
'Cause the powerless
Are tired of knowing it.
For Palestine thousands rally.
British Arabs Cubans Africans
As one boundless Palestine.
- Palestine free!
We cry for the falling bombs.
May the powerful
In their dark rooms
understand our simple message.
'Cause the powerless
Are tired of knowing it.
6 de janeiro de 2009
Berlin beat
As the snow falls over cold Berlin,
Warned hearts walk down the street.
This may not be a free city
And under the command of the allied powers
This city dances to the beat of love.
This is a House of free people,
Warmed hearts, music until the dawn.
In the city of Berlin where dreams come true
Punks and Nazis roam the streets
Spreading wonder, wild hairs, fear, leather.
Even they dance to the beat of this House.
The snow falls over cold Berlin.
Bright morning, deep clubbing
The beat in here never ends.
Warned hearts walk down the street.
This may not be a free city
And under the command of the allied powers
This city dances to the beat of love.
This is a House of free people,
Warmed hearts, music until the dawn.
In the city of Berlin where dreams come true
Punks and Nazis roam the streets
Spreading wonder, wild hairs, fear, leather.
Even they dance to the beat of this House.
The snow falls over cold Berlin.
Bright morning, deep clubbing
The beat in here never ends.
23 de dezembro de 2008
ÁVIDA LEITORA
Ávida Leitora Do livro da vida, Leio seu corpo sobre leito frio. É como o papel e como eu escrevo em ti. Meto poesia apago solidão desfolho e foleio suas pétalas páginas, seus orgasrítimos. Escrevo se e, finalmente, inscrevo-me em você. Borras tuas páginas com meus dedos cheios de salíva. Minha seiva e malícia suas bordas dobram. Quero decorar seus diálogos internos e, um dia, beijar tua capa amassada ou rasgada e costurar o miolo caído.
Alive
- For Claus and Isis
Was it just a hug
and then we said goodbye
off to the trip in wich i die.
Maybe it was that hug
opening the ground.
When the plane crashed
I... Survived.
While jumping throught those corpses
My heart pumping - Oh! - So fast
For dead people can't hold her.
Butterflies up my spine, feelings unknow.
My next breath catched a plane.
On the city of love I realise
That my time's been postponed
Life, as love, can't wait.
I'm... Alive.
Was it just a hug
and then we said goodbye
off to the trip in wich i die.
Maybe it was that hug
opening the ground.
When the plane crashed
I... Survived.
While jumping throught those corpses
My heart pumping - Oh! - So fast
For dead people can't hold her.
Butterflies up my spine, feelings unknow.
My next breath catched a plane.
On the city of love I realise
That my time's been postponed
Life, as love, can't wait.
I'm... Alive.
BABYLONDON
Many pass by Babylondon
While walking down Oxford Street.
Some stay and others go or disapear.
But few can see
Ready to burn
The invisible baby
Tower by tower.
She's on the cameras and the screens
So many eyes're looking for her,
That's easy seeing where she's not
Her bealtiful face and wicked smile.
A baby there in London
-She's called Babylondon!
And while walking down the street,
In every tongue that she speaks
always the same repetitive tune:
Welcome to London,
Have fun and excuse me.
She's one and many,
Rather say fuck off,
Burn the towers
and piss on the Queen,
Than bend over and disapear.
While walking down Oxford Street.
Some stay and others go or disapear.
But few can see
Ready to burn
The invisible baby
Tower by tower.
She's on the cameras and the screens
So many eyes're looking for her,
That's easy seeing where she's not
Her bealtiful face and wicked smile.
A baby there in London
-She's called Babylondon!
And while walking down the street,
In every tongue that she speaks
always the same repetitive tune:
Welcome to London,
Have fun and excuse me.
She's one and many,
Rather say fuck off,
Burn the towers
and piss on the Queen,
Than bend over and disapear.
4 de setembro de 2008
Ontem
Ao lembrar de ontem
Me fica um gosto de sonho
- um desses antigos
Sem sentido na época,
Repetido ontem -
Pergunto a uma Pessoa.
O sentido disso.
Este me escapa,
Mas o sonho...
Era perfeitamente aquele fim de noite,
três e meia da manhã.
O meu ontem
Foi hoje
E ecos disso
São vidro
de um sentimento.
Quebrado quando?
Me fica um gosto de sonho
- um desses antigos
Sem sentido na época,
Repetido ontem -
Pergunto a uma Pessoa.
O sentido disso.
Este me escapa,
Mas o sonho...
Era perfeitamente aquele fim de noite,
três e meia da manhã.
O meu ontem
Foi hoje
E ecos disso
São vidro
de um sentimento.
Quebrado quando?
3 de setembro de 2008
SEDE
Sede funda.
Sede forte,
São seis sete
Dias na semana.
Seja pleno:
Afasta-se
A sede; sorte,
Até sábado.
Seja terreno,
Busque água;
Sede lunar,
Beba vinho.
Seja no olhar,
Diga somente
Bebermo-nos.
Sede meu par,
Sede meu vinho.
Sede forte,
São seis sete
Dias na semana.
Seja pleno:
Afasta-se
A sede; sorte,
Até sábado.
Seja terreno,
Busque água;
Sede lunar,
Beba vinho.
Seja no olhar,
Diga somente
Bebermo-nos.
Sede meu par,
Sede meu vinho.
17 de junho de 2008
A CHAVE
Cada um com sua chave
E nem pense em trocar.
É só uma mesmo,
Abre poucas portas
E não dá pra saber
Qual abrirá.
É preciso enfiá-la
Na fechadura e girar.
Abriu?
Depois de abertas
Algumas fica mais
Fácil. Aí você olha
Bem para a porta
E sabe se nela
Sua chave girará.
Quando essa porta
Finalmente abrir
Maravilhas achará
E o desejo de trancar
Novamente aquilo
Aberto vai surgir.
Trancar por dentro;
Sem em outras
Fechaduras girar.
Na chave está escrito
Prazer, na porta, Amor.
E nem pense em trocar.
É só uma mesmo,
Abre poucas portas
E não dá pra saber
Qual abrirá.
É preciso enfiá-la
Na fechadura e girar.
Abriu?
Depois de abertas
Algumas fica mais
Fácil. Aí você olha
Bem para a porta
E sabe se nela
Sua chave girará.
Quando essa porta
Finalmente abrir
Maravilhas achará
E o desejo de trancar
Novamente aquilo
Aberto vai surgir.
Trancar por dentro;
Sem em outras
Fechaduras girar.
Na chave está escrito
Prazer, na porta, Amor.
9 de junho de 2008
ANTI-ROMÂNTICO
Hoje não há romantismo
Nem respostas sentimentais.
Abertas portas
duplas de eus
trocando calor.
Cada qual
Oferta o seu
Saímos ganhando.
Tentei grafar eterno
Mas vivo como quero
Escrevo sincero.
Não peço muito
Somente aquilo
Para mim guardado.
Não posso tudo
Mas faço versos
Abro portas
E dou prazer
Como se não houvesse amanhã.
Que mais eu quero?
Amor eterno e romantismo?
Nada disso!
Somente uva de manhã
Depois de noite de prazer.
Nem respostas sentimentais.
Abertas portas
duplas de eus
trocando calor.
Cada qual
Oferta o seu
Saímos ganhando.
Tentei grafar eterno
Mas vivo como quero
Escrevo sincero.
Não peço muito
Somente aquilo
Para mim guardado.
Não posso tudo
Mas faço versos
Abro portas
E dou prazer
Como se não houvesse amanhã.
Que mais eu quero?
Amor eterno e romantismo?
Nada disso!
Somente uva de manhã
Depois de noite de prazer.
RIP VAN WINKLE
Sonhei uma tarde
Sob sombra das árvores
Somente algumas horas,
Mas sonhos tamanhos.
Vira fada e duende
Brincando com estrelas,
Maravilhas e sabores.
Acordei barbudo,
Cheio de rugas,
As costas curvas
As pernas fracas.
Tudo mudado,
Amores mortos
Meninas casadas
Crianças crescidas.
Agora nada resta
Além da floresta onde espero
Meu último sono fatal.
Sob sombra das árvores
Somente algumas horas,
Mas sonhos tamanhos.
Vira fada e duende
Brincando com estrelas,
Maravilhas e sabores.
Acordei barbudo,
Cheio de rugas,
As costas curvas
As pernas fracas.
Tudo mudado,
Amores mortos
Meninas casadas
Crianças crescidas.
Agora nada resta
Além da floresta onde espero
Meu último sono fatal.
26 de maio de 2008
ÁVIDA LEITORA
ÁVIDA LEITORA
Ávida Leitora
do livro da vida,
Quando nada faz
é magia;
se faz
desaparecem
regras e pregas.
Leio seu corpo
sobre leito frio
sombras pinta
estrela branca.
É como o papel
e como eu escrevo em ti.
Meto poesia
apago solidão
reescrevo conjecturas
maçicos diamantes
desfolho e foleio
suas pétalas páginas
seus orgasrítimos.
Escrevo se
e, finalmente,
inscrevo-me em você.
Bíblia rasgada
seda papel
de presente.
Sua pele é papiro novo
repleta de profecias,
Colhido no Rio Nilo.
Mãos porcelana
afeto suave
força frágil
coroadas
unhas meia-noite.
sua voz no vento
Conta histórias
SheraSade,
enquanto conta
tenta me ler
a sorte.
Leio em você
enigma profundo
teu livro não quero
Acabar de ler,
Viver.
Borras tuas páginas
com meus dedos
cheios de salíva.
Minha seiva e malícia
suas bordas dobram.
Quero decorar seus diálogos
internos e, um dia,
beijar tua capa amassada
ou rasgada e costurar
o miolo caído.
Ávida leitora,
tua vida é um livro.
Ávida Leitora
do livro da vida,
Quando nada faz
é magia;
se faz
desaparecem
regras e pregas.
Leio seu corpo
sobre leito frio
sombras pinta
estrela branca.
É como o papel
e como eu escrevo em ti.
Meto poesia
apago solidão
reescrevo conjecturas
maçicos diamantes
desfolho e foleio
suas pétalas páginas
seus orgasrítimos.
Escrevo se
e, finalmente,
inscrevo-me em você.
Bíblia rasgada
seda papel
de presente.
Sua pele é papiro novo
repleta de profecias,
Colhido no Rio Nilo.
Mãos porcelana
afeto suave
força frágil
coroadas
unhas meia-noite.
sua voz no vento
Conta histórias
SheraSade,
enquanto conta
tenta me ler
a sorte.
Leio em você
enigma profundo
teu livro não quero
Acabar de ler,
Viver.
Borras tuas páginas
com meus dedos
cheios de salíva.
Minha seiva e malícia
suas bordas dobram.
Quero decorar seus diálogos
internos e, um dia,
beijar tua capa amassada
ou rasgada e costurar
o miolo caído.
Ávida leitora,
tua vida é um livro.
22 de maio de 2008
SEU ROSTO
Todos os rostos
nas ruas
são seus.
Cada mulher,
Bonita ou feia,
tem seus olhos sorrisos.
Até mesmo eu
No espelho tenho seu rosto.
Beijando bocas belas
Só sentirria o gosto da sua.
Os sinos soam seu nome,
A tv conta nossa história,
A noite tem seu cheiro.
Olho apressado
As pessoas na rua
E mesmo as mais lindas
Não vejo.
Lembro você,
Esqueço do mundo
Sorrindo
em seus lábios.
nas ruas
são seus.
Cada mulher,
Bonita ou feia,
tem seus olhos sorrisos.
Até mesmo eu
No espelho tenho seu rosto.
Beijando bocas belas
Só sentirria o gosto da sua.
Os sinos soam seu nome,
A tv conta nossa história,
A noite tem seu cheiro.
Olho apressado
As pessoas na rua
E mesmo as mais lindas
Não vejo.
Lembro você,
Esqueço do mundo
Sorrindo
em seus lábios.
SOM ENTREVISTO
Onomatopédico simétrico irreconhecível secreto ruído ecoa invisível zumbe inaudível envolvente partituras zombarias notas risadas sonoras sonos despertos sons fugidios incaptáveis intocados próximos entrevistos incognocíveis próximos redundantes desprezíveis inúteis armadilhas flutuantes esquecidos ritmos
19 de maio de 2008
SETE ROSAS
Lancei sete flechas
Para tocar seu coração,
Sete rosas vermelhas
Como a minha paixão.
As flores comprei
Na rua, pra te
Guardar em casa.
Tu foi feita para noite;
Na madrugada, acendo
Uma vela vermelha
Para amarrar seu coração.
Logo numa encruzilhada
Onde perdi meses, anos,
grana e até sanidade.
Sete rosas vermelhas
Para não perder seus beijos.
Numa praça escura
Sacrifiquei o meu pudor,
Chorei sangue, suor e
Todo pensamento;
Pensando só em te ganhar.
Para tocar seu coração,
Sete rosas vermelhas
Como a minha paixão.
As flores comprei
Na rua, pra te
Guardar em casa.
Tu foi feita para noite;
Na madrugada, acendo
Uma vela vermelha
Para amarrar seu coração.
Logo numa encruzilhada
Onde perdi meses, anos,
grana e até sanidade.
Sete rosas vermelhas
Para não perder seus beijos.
Numa praça escura
Sacrifiquei o meu pudor,
Chorei sangue, suor e
Todo pensamento;
Pensando só em te ganhar.
10 de maio de 2008
FÁBULA CIGANA
Na idade média
Nasceu um filho de nobres
Sem terra ou posses
Expulso do castelo
Com apenas um alaúde.
Bardo errante
Cantando fábulas
Lendas e musas.
Casar Jamais!
Apenas versos
Estrada sem fim
Vaga melancolia.
Mas em outra estrada
Havia uma viajante
Era uma cigana da Ásia
Com seu baralho de Marselha.
Até de reis vira o futuro;
O seu, porém, é sempre viajar.
Ela não era sozinha
Tinha filha e companhia
Sua caravana de ciganos.
Nunca casara,
Em juramento à magia.
Cigana e bardo
Encontraram-se ao acaso
Numa praça em Budapeste
Batalhavam pão
Com arte e feitiçaria.
À noite, numa festa pagã
Dançaram entre fogueiras
E beberam estranho vinho.
Tomados de prazer
Correram para a escuridão
E se amaram loucamente.
Quando nasceu o verão
Em sua primeira manhã
Iluminou os dois amantes
E eles decidiram juntos viajar.
Ela sugeria o leste,
Voltar à sua amada Ásia,
À Pérsia e à Pasárgada.
Ele sonhava com o sul,
Jerusalém, a cidade santa,
Por qual tantos homens morriam.
Não viram nenhuma delas,
Voltando por toda Europa
e a moura Espanha também.
Na mais distante terra,
Cercada de vasto mar,
Finalmente descansaram.
Construíram casa e vida
no novo reino de Portugal.
Ele com saudosos fados,
Ela e suas cartas ciganas;
Viveram cheios de amor
Sem nunca à estrada tornar.
Nasceu um filho de nobres
Sem terra ou posses
Expulso do castelo
Com apenas um alaúde.
Bardo errante
Cantando fábulas
Lendas e musas.
Casar Jamais!
Apenas versos
Estrada sem fim
Vaga melancolia.
Mas em outra estrada
Havia uma viajante
Era uma cigana da Ásia
Com seu baralho de Marselha.
Até de reis vira o futuro;
O seu, porém, é sempre viajar.
Ela não era sozinha
Tinha filha e companhia
Sua caravana de ciganos.
Nunca casara,
Em juramento à magia.
Cigana e bardo
Encontraram-se ao acaso
Numa praça em Budapeste
Batalhavam pão
Com arte e feitiçaria.
À noite, numa festa pagã
Dançaram entre fogueiras
E beberam estranho vinho.
Tomados de prazer
Correram para a escuridão
E se amaram loucamente.
Quando nasceu o verão
Em sua primeira manhã
Iluminou os dois amantes
E eles decidiram juntos viajar.
Ela sugeria o leste,
Voltar à sua amada Ásia,
À Pérsia e à Pasárgada.
Ele sonhava com o sul,
Jerusalém, a cidade santa,
Por qual tantos homens morriam.
Não viram nenhuma delas,
Voltando por toda Europa
e a moura Espanha também.
Na mais distante terra,
Cercada de vasto mar,
Finalmente descansaram.
Construíram casa e vida
no novo reino de Portugal.
Ele com saudosos fados,
Ela e suas cartas ciganas;
Viveram cheios de amor
Sem nunca à estrada tornar.
2 de maio de 2008
FALTAS
Falta quem me indique
Me abra portas
Me doe sesmaria
Ou posição
Na burocracia federal.
Falta feijão
E uma vez por semana
É a água.
De falta em falta
Fui percebendo
Em mim também
Muitas faltas.
Faltou coragem
E salário.
Faltou bom-senso
E calmaria.
Faltou um nada
Pra quebrar um poste
Ou a cara.
Falta muito, eu sei,
Ao mundo todo,
E essa falta toda vai somando-se
Numa montanha de nada
Anulando
Tudo possuído.
Por fim,
Mais nada há.
Até as faltas,
Expurgadas
Sepultadas.
Novos eus
Sem necessidades
As portas abertas
Totalmente
Viajando
Acima das cinzas
da burocracia do federal.
Longe de qualquer cronómetro
Ou faltas materiais
E imateriais.
Me abra portas
Me doe sesmaria
Ou posição
Na burocracia federal.
Falta feijão
E uma vez por semana
É a água.
De falta em falta
Fui percebendo
Em mim também
Muitas faltas.
Faltou coragem
E salário.
Faltou bom-senso
E calmaria.
Faltou um nada
Pra quebrar um poste
Ou a cara.
Falta muito, eu sei,
Ao mundo todo,
E essa falta toda vai somando-se
Numa montanha de nada
Anulando
Tudo possuído.
Por fim,
Mais nada há.
Até as faltas,
Expurgadas
Sepultadas.
Novos eus
Sem necessidades
As portas abertas
Totalmente
Viajando
Acima das cinzas
da burocracia do federal.
Longe de qualquer cronómetro
Ou faltas materiais
E imateriais.
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